Screening para Câncer de Pâncreas

Por Dra Andrezza Santos 

 

O estudo CASPIAN foi apresentado no dia 09 de setembro de 2019 na sessão plenária da Conferência Mundial de Câncer de Pulmão (World Conference Lung C5ancer- IASLC WCLC) que ocorre em Barcelona, Espanha entre os dias 7 e 10 de setembro de 2019.

Esse foi um estudo de fase III, randomizado, aberto e multicêntrico que avaliou a associação do anti-PDL1 Durvalumabe com ou sem o anti-CTLA4 tremelimumabe a quimioterapia (cisplatina ou carboplatina + etoposídeo) no tratamento de pacientes com neoplasia de pulmão de pequenas células, com doença extensa e não previamente tratados.
Os pacientes foram randomizados 1:1:1 para: durvalumabe + tremelimumabe + EP (braço 1), durvalumab + EP ( braço 2) e EP isolado ( braço 3).
Nos braços experimentais a associação de drogas era administrada a cada 3 semanas durante 04 ciclos e seguia com durvalumabe de manutenção a cada 4 semanas até progressão de doença. No braço 3 a quimioterapia era oferecida a cada 3 semanas por 06 ciclos e os pacientes poderiam receber irradiação craniana profilática, se indicado (escolha do examinador).
O objetivo primário do estudo foi sobrevida global.
Nessa primeira análise foram apresentados apenas os dados referentes a comparação entre os braços 2 e 3.
O estudo foi positivo com mediana de sobrevida global 13 meses para os 268 pacientes randomizados para durvalumabe + EP e 10,3 meses para os 269 pacientes que receberam EP isolado.
A mediana de sobrevida livre de progressão foi semelhante entre os grupos de tratamento, 5,1 meses para o grupo experimental e 5,4 meses para o grupo tratado com quimioterapia isolada.
A taxa de resposta foi superior no braço tratado com durvalumabe 67,9% versus 57,6% para os que receberam apenas EP.
O braço da associação com o anti-PDL1 também obteve maior duração de resposta com 22,7 % desses pacientes mantendo resposta em 12 meses versus 6,3 % daqueles que receberam somente quimioterapia
A incidência de eventos adversos graus 3 e 4 foi semelhante entre os grupos ( 61,5% e 62,4%).
São aguardados os dados da associação durvalumabe + tremelimumabe + quimioterapia.
Os autores concluíram que a associação durvalumabe + EP emerge como uma nova e importante opção em primeira linha de tratamento para os pacientes com neoplasia de pulmão de pequenas células com doença extensa.

Author profile
Dra. Andrezza Santos
Médico Oncologista at Real Instituto de Oncologia

Residência em oncologia Clinica no Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira IMIP, Mestrado em cuidados paliativos pelo IMIP, Preceptora das residências de oncologia clínica do IMIP, Hospital Universitário Osvaldo Cruz -HUOC e do Real Hospital Português

 
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