Olaparibe de manutenção no tratamento dos tumores de ovário sensíveis a platina recidivados.

Olaparibe de manutenção no tratamento dos tumores de ovário sensíveis a platina recidivados.

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Foi apresentado em sessão oral no Congresso Americano de Oncologia a atualização dos resultados do estudo SOLO 2, que demostrou que o tratamento de manutenção com Olaparibe, aumentou a sobrevida global em pacientes com câncer de ovário recidivado em pacientes sensíveis à platina BRCA mutado.

Neste estudo multicêntrico de fase III, duplo cego, com participação do Brasil, pacientes com câncer de ovário recidivado sensíveis à platina com mutação de BRCA, que receberam tratamento com mais de duas linhas à base de platina, eram randomizadas 2:1 para Olaparibe de
manutenção na dose de 300mg duas vezes ao dia ou placebo. Foram estratificadas de acordo com a resposta a  quimioterapia anterior (parcial ou completa) e duração do intervalo livre de platina (> de 6 meses vs > 12 meses).

Grande parte das pacientes eram politratadas, cerca de 44% receberam pelos menos três linhas de tratamento e 80% das pacientes não receberam bevacizumabe prévio. Com acompanhamento mediano de 65 meses nos dois grupos, os pacientes que receberam Olaparibe tiveram redução de 26% no risco de morte e aumento de 12,9 meses de sobrevida global quando comparado a placebo. Dos pacientes tratados com placebo, 38,4% fizeram crossover para o inibidor de PARP e numa análise subsequente este grupo também apresentou aumento de sobrevida global em 16 meses O perfil de tolerância e efeitos adversos foram semelhantes aos estudos prévios.

Análises anteriores com três inibidores de PARP de manutenção mostravam benefício significativo apenas em sobrevida livre de progressão. Este foi um importante estudo que mostrou aumento de sobrevida global com o Olaparibe de manutenção em pacientes com BRCA mutado
recidivadas, sensíveis a platina, aumentando o intervalo livre de quimioterapia citotóxica.

Author profile
Dra Ana Caroline Patu
Médica Oncologista at Real Instituto de Oncologia

Graduação em medicina na Universidade Federal de Pernambuco.

Residência médica em oncologia clínica no Hospital Sírio Libanês, São Paulo-SP.

Oncologista do Real Instituto de Oncologia e do Hospital das Clínicas da UFPE.

Preceptora de Residência médica de Oncologia Clínica do Real Hospital Português.

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