Sacituzumabe Govitecan: Nova terapia no tratamento de neoplasia de mama triplo negativo metastático.

Sacituzumabe Govitecan: Nova terapia no tratamento de neoplasia de mama triplo negativo metastático.

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O câncer de mama triplo negativo, é um dos subtipos de pior prognóstico, dentre os tumores mamários.
Geralmente estas pacientes progridem em curto espaço de tempo, com expectativa de vida menor que 2 anos.
Foi apresentado no Congresso Europeu de Oncologia 2020, o estudo ASCENT, que avaliou o uso do sacituzumabe govitecan, um anticorpo droga-conjugado de primeira linha direcionado para Trop-2 acoplado ao metabólito ativo do irinotecano, SN-38, por meio de um ligante hidrolisável exclusivo que permite que o composto SN-38 seja liberado dentro da célula cancerígena e no microambiente tumoral.

Ele é superexpresso na maioria dos tumores de mama triplo negativo. Neste estudo de fase III randomizado, as pacientes geralmente eram politradas, com pelo menos duas linhas de tratamento.

As pacientes foram randomizadas para receberem Sacituzumabe govitecan ou quimioterapia a escolha do médico, que poderia ser qualquer terapia padrão. Para as pacientes que receberam a nova terapia, a mediana de sobrevida livre de progressão foi de 5,6 meses comparado
com 1,7 meses, com mediana de sobrevida global de 12,1 meses, comparada com 6,7 meses.

A principal toxicidade foi hematológica e gastrointestinal, como diarreia e neutropenia, devido ao metabólito derivado do irinotecano. Para a neutropenia quase 49% utilizaram fator de crescimento.

Esta droga deve ser considerada o novo padrão para tratamento de pacientes com câncer de mama triplo negativo  metastático, quando progridem a mais de duas linhas de tratamento, inclusive imunoterapia.

Author profile
Dra Ana Caroline Patu
Médica Oncologista at Real Instituto de Oncologia

Graduação em medicina na Universidade Federal de Pernambuco.

Residência médica em oncologia clínica no Hospital Sírio Libanês, São Paulo-SP.

Oncologista do Real Instituto de Oncologia e do Hospital das Clínicas da UFPE.

Preceptora de Residência médica de Oncologia Clínica do Real Hospital Português.

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